• 2019-11-19
  • 50
  • Por: Oade Andrade

Profissionais do Mercado

Profissionalismo e sensibilidade na produção de clipes

Entrevista com Ricardo Lopes, diretor da produtora Casa na Árvore

Profissionalismo e sensibilidade na produção de clipes


Um lugar onde toda a sua criatividade se torna realidade! É desta forma que o Diretor da produtora Casa na Árvore, Ricardo Lopes, define o que representa uma casinha na árvore, sonho de quem já foi criança. Nesta entrevista, ele nos conta como fez da sua produtora o lugar ideal para idealizar, planejar e concretizar projetos áudio visuais cheios de arte e sensibilidade.


Show Gospel: Como você ingressou nas produções audiovisuais?

Ricardo Lopes: Desde adolescente eu já comecei atuando no ministério de louvor da minha igreja e escolhi me formar em produção musical. Gosto de pensar que além de tudo que simboliza a vida em comunhão, a igreja é também um espaço de descobertas onde muitos encontram seu futuro atuando em áreas diversas como voluntário. Com o avanço tecnológico até mesmo dentro das igrejas, comecei a me interessar pela produção de vídeos. Eram horas e horas de edições para fazer um composto de fotos passar no ritmo da trilha. Comprei a primeira câmera e comecei a estudar e a buscar os trabalhos, basicamente, na cobertura de festas e eventos. Me mudei do Rio para São Paulo e resolvi dar continuidade a essa profissão que já era mais agregada em minha rotina. A igreja em que comecei a frequentar tinha e ainda tem um movimento jovem, chamado 5º Andar onde é feito toda a produção de palco, iluminação, foto e vídeos. Fui me envolvendo cada vez mais nesta área, conhecendo mais pessoas, aprendendo e me profissionalizando e hoje ká são 10 anos de experiência.


SG: Como é o processo de criação de uma história visual para uma canção?

RL: A primeira coisa é procurar um produtor que entenda as suas músicas e a sua identidade. O vídeo deve transmitir uma linguagem específica daquele artista e da canção. O principal diferencial do meu trabalho é ouvir. Quero ouvir a música, ouvir o que o artista sonhou para aquela música e somar com o que penso. Meu papel é em conjunto descobrir a verdade, a identidade do artista.


SG: Como definir o estilo, se será uma live session ou se será produzido um clipe com atores?

RL: Tudo depende da música, porque a música tem uma vida própria e por isso, não deve ficar presa a um ambiente. Aqui vai uma palavra para compositores, cantores, artistas, permita que sua música viaje e cumpra seu propósito e não entregue na mão de qualquer um, encontre a pessoa certa que vai ajudar e sonhar com você. A live é um formato de gravação toda feita ao vivo, já o clipe é algo mais ensaiado, dirigido e roteirizado. Ambos os formatos possuem suas particularidades. Seja na utilização de cenários específicos, ou atores, a iluminação que será usada, a fotografia que será utilizada, tudo isso é conversado e apresentado de acordo com a música e o artista.


SG: Pode nos dar mais algum exemplo de alguma narrativa que você captou?

RL: Um outro formato que o gosto muito é a produção de documentários. Todo o ano sou voluntário de um projeto missionário chamado Uma semana para Jesus, realizado pela Igreja Metodista. Acompanho durante uma semana o atendimento de diversos profissionais a pessoas de alguma região mais carente. São atendimentos com profissionais psicológicos, fisioterapeutas, dentistas, advogados e também cabelereiros, dentre outros. No ano passado, entrevistamos um senhor que tinha sido atendido com próteses dentárias. ele recebeu próteses nas arcadas superior e inferior e o nos falou que estava muito feliz porque poderia sorrir e faria uma surpresa para o filho que estava se formando! Apertar o rec de uma câmera qualquer um pode fazer e pode ser até que fique uma foto muito boa, mas, o que vale mesmo é sentir o que você quer transmitir e desta forma, também tocar e emocionar as pessoas. 


Redes Sociais: @casanaarvoreproduções